domingo, 2 de novembro de 2014

As vezes vejo a vida como uma grande guerra. Me vejo no meio de um campo de batalha junto com meus amigos e sempre continuamos em frente rumo ao destino. As vezes nesse caminho ocorrem acidentes, amigos se sentem mal e nós nos ajudamos pra não deixar ninguém pra trás, pra não deixar ninguém cair. Tenho feito tanto isso ultimamente, deixei de lado algumas de minhas batalhas pra levar amigos em frente e as vezes penso que talvez seja essa a minha missão aqui: escoltar, acompanhar e as vezes até carregar os amigos quando eles não estão bem pra seguir sozinhos, mas nessa de querer ser a heroína do grupo acabo me esquecendo de olhar pra mim mesma. Me preocupo tanto em curar as feridas dos outros que esqueço que no meios desse caminho, enquanto os levo em frente, eu também saio ferida. Aí quando eles já estão bem e andando sozinhos, eu paro e parece que não me resta mais forças pra me manter em pé, mas ainda assim continuo me fazendo de forte pra que ninguém perceba que estou tão destruída quanto realmente estou. 
De tanto fazer isso, de tanto querer ser forte e salvar as pessoas que eu gosto acabo me esquecendo de mim, de cuidar das minhas próprias feridas. Mas por favor entenda, enquanto cuido das feridas alheias é como se eu não sentisse mais dor, como se não houvesse ferida. Mas ela está ali aberta, sangrando e levando consigo um pouco da minha força. Quando termino de cuidar dos outros e tento seguir achando que não há mais dor, ela volta ainda mais forte, uma ferida infeccionada que pode até matar, mas ninguém precisa saber. Então escondo ela novamente é finjo seguir, não consigo curar minha maldita ferida então acabo aprendendo a conviver com ela, com a dor que ela causa a cada simples movimento. Porque é isso que heróis fazem, eles lutam pra salvar quem eles amam ou aquilo que acreditam mesmo que feridos, mesmo que essa seja a ultima coisa que eles façam em vida.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Não estou morto, apenas fui ferido

Eu achei que tava bem,que tinha superado. Até ouvir seu nome ser pronunciado por alguém. E porra, foi uma merda ter que dizer que não tinha notícias suas, que não falo com você desde aquela briga, que não te conheço mais. Te xinguei mentalmente por estar tão longe, mas na verdade estava com raiva de mim mesma por sentir falta da nossa amizade. Tem tanta coisa acontecendo que só você entenderia e saberia exatamente o que me falar. Quem acha que terminar um namoro é difícil com certeza nunca se viu nessa situação ridícula de terminar com uma amizade do jeito que essa nossa amizade terminou. Que ódio que tenho disso, de me sentir assim, de ter feito você tomar raiva de mim por idiotice e ter falado coisas no impulso. Mas não vou mais procurar você, nem querer saber notícia. Cansei de ser idiota. Lembrar de você só me faz lembrar o quão eu sou burra por confiar em alguém, e de que eu não to confiando em mais ninguém. Parabéns, você conseguiu me fazer não confiar mais nas pessoas.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

castelos de gelo

eis que depois de tanto lutar pra nunca me tornar o tipo de pessoa que se enclausura em um maldito castelo para fugir dos males do mundo, eu me torno exatamente essa pessoa. há tempos tento fugir do que ocorre ao meu redor, já tentei várias válvulas de escape para aliviar tudo isso que se passa dentro de mim mas nenhuma delas funcionou e no meio dessas tentativas acabei por perder uma dessas válvulas que eu mais gostava. Logo eu, sempre tão apaixonada por esportes, ser obrigada a ficar afastada das quadras, dos campeonatos, e o pior de tudo: ter medo de voltar a jogar por causa de uma maldita lesão. Me vi tendo que escolher entre dois caminhos que sempre odiei: demonstrar fraqueza ou me esconder totalmente, me tornar fria. meu orgulho me trouxe para onde estou agora, pro meu maldito castelo de gelo, fugindo de pessoas que possam me fazer bem por medo. Medo de que aconteça novamente, medo de me entregar e deixar alguém me conhecer de verdade novamente, medo de ser fraca novamente por me importar demais com alguém. O maldito medo de despedidas que sempre me fazem evitar a aproximação de alguém. Estou cansada. cansada de lutar para me afastar das pessoas, cansada de não conseguir confiar em ninguém novamente, cansada de fugir de mim mesma. Me pergunto se não está na hora de deixar alguém entrar nesse castelo para me fazer companhia. já deixei tantas pessoas se aproximarem, até mesmo passar das muralhas e se divertir nas terras do castelo, mas ninguém nunca conseguiu entrar nele realmente. alguns esperam próximos dos portões, ou no batente das janelas mais baixas uma chance de entrar nesse castelo que de longe é tão frio mas de perto parece tão acolhedor aos que se aproximam. talvez uma pessoa no meio dessas tantas tenha chamado a minha atenção, mas ainda não sei se estou pronta pra deixar alguém entrar na minha vida assim.