domingo, 2 de novembro de 2014
As vezes vejo a vida como uma grande guerra. Me vejo no meio de um campo de batalha junto com meus amigos e sempre continuamos em frente rumo ao destino. As vezes nesse caminho ocorrem acidentes, amigos se sentem mal e nós nos ajudamos pra não deixar ninguém pra trás, pra não deixar ninguém cair. Tenho feito tanto isso ultimamente, deixei de lado algumas de minhas batalhas pra levar amigos em frente e as vezes penso que talvez seja essa a minha missão aqui: escoltar, acompanhar e as vezes até carregar os amigos quando eles não estão bem pra seguir sozinhos, mas nessa de querer ser a heroína do grupo acabo me esquecendo de olhar pra mim mesma. Me preocupo tanto em curar as feridas dos outros que esqueço que no meios desse caminho, enquanto os levo em frente, eu também saio ferida. Aí quando eles já estão bem e andando sozinhos, eu paro e parece que não me resta mais forças pra me manter em pé, mas ainda assim continuo me fazendo de forte pra que ninguém perceba que estou tão destruída quanto realmente estou.
De tanto fazer isso, de tanto querer ser forte e salvar as pessoas que eu gosto acabo me esquecendo de mim, de cuidar das minhas próprias feridas. Mas por favor entenda, enquanto cuido das feridas alheias é como se eu não sentisse mais dor, como se não houvesse ferida. Mas ela está ali aberta, sangrando e levando consigo um pouco da minha força. Quando termino de cuidar dos outros e tento seguir achando que não há mais dor, ela volta ainda mais forte, uma ferida infeccionada que pode até matar, mas ninguém precisa saber. Então escondo ela novamente é finjo seguir, não consigo curar minha maldita ferida então acabo aprendendo a conviver com ela, com a dor que ela causa a cada simples movimento. Porque é isso que heróis fazem, eles lutam pra salvar quem eles amam ou aquilo que acreditam mesmo que feridos, mesmo que essa seja a ultima coisa que eles façam em vida.
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